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Para mi lo que fue matusalem

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otavio2

Não sei porque na rua dos tapeceiros
quando se passa sob lua minguante, uma vez por ano, sente-se pingos de uma geleia nas costas. coisa quente que lembra merda de pomba. feito derrapar no barro do curral da fazenda leiteira.

Na rua, quando chove, respinga-se um líquido claro meio esbranquiçado. vem do muro de barro chapiscado. do arame farpado. são as pombas que batem palmas.

na vida os frangos correm das galinhas. as biscates
dançam triste e choronas.

O muro da rua dos tapeceiros é simples e pobre. mas limpa-se diariamente com os encontros suburbanos ali santificados.

E a Josélio, o guardador, resta o dinheiro dos que ali se divertem.
A marmita comprada com a xepa da culpa.